Música com IA
Google leva o Lyria 3.5 para o Gemini e para a API Gemini
O Google disponibilizou o modelo de geração musical Lyria 3.5 no app Gemini e na API Gemini, ampliando o acesso para usuários, artistas e desenvolvedores.
O Google colocou seu modelo mais recente de geração musical dentro do ecossistema Gemini. A empresa anunciou em 4 de setembro que o Lyria 3.5 já está disponível no aplicativo Gemini e por meio da API Gemini. Com isso, uma tecnologia criada pela Google DeepMind deixa de parecer apenas uma demonstração de pesquisa e passa a circular em ferramentas usadas por consumidores, criadores, marcas e desenvolvedores.
Segundo o Google, o Lyria 3.5 é seu modelo musical com melhor qualidade sonora até agora. A companhia afirma que ele gera vocais mais expressivos e arranjos mais ricos do que versões anteriores. No app Gemini, o usuário pode escolher ou descrever um gênero, optar por música vocal ou instrumental, usar modelos prontos para trilhas de fundo, canções personalizadas ou jingles, e selecionar faixas curtas ou mais longas.
A distribuição ampla é parte importante da notícia. O Lyria 3.5 está disponível globalmente no Gemini para web e dispositivos móveis. Artistas e criadores de IA podem usá-lo no Google Flow Music, enquanto desenvolvedores têm acesso pelo Google AI Studio e pela API Gemini. O Google também afirma que a tecnologia está disponível no Google Vids, aproximando a criação musical dos fluxos de vídeo e apresentação.
A novidade chega a um mercado sensível. Música gerada por IA pode reduzir custos, acelerar protótipos e facilitar conteúdo personalizado, mas continua ligada a debates sobre direitos autorais, dados de treinamento, consentimento de artistas e limites de uso comercial. A publicação do Google enfatiza funcionalidades e disponibilidade, sem detalhar todos os pontos jurídicos que interessam a estúdios, agências e músicos profissionais. Esses usuários precisarão avaliar os termos antes de distribuir resultados em larga escala.
Para o setor de IA, o Lyria 3.5 reforça uma tendência maior: modelos multimodais competem por presença no fluxo de trabalho, não apenas por qualidade em testes isolados. Um modelo de música integrado a um app, uma API, uma ferramenta criativa e um produto de vídeo tem mais chance de virar infraestrutura cotidiana. O desafio do Google será transformar esse alcance em resultados úteis, variados e juridicamente seguros para quem cria.